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Agregação de Valor na Produção Agroecológica e no Extrativismo Sustentável

O projeto de extensão “Agregação de Valor na Produção Agroecológica e Extrativismo Sustentável” teve como objetivo fortalecer sistemas produtivos sustentáveis baseados no extrativismo e na
agroecologia, promovendo a agregação de valor a produtos da sociobiodiversidade do Cerrado e Pantanal, com foco em comunidades indígenas e tradicionais do município de Miranda/MS. A
iniciativa partiu do reconhecimento de que os produtos agroextrativistas — como bocaiuva, cumbaru, jatobá, buriti, guavira, acuri, manduvi, arroz crioulo e plantas medicinais — possuem alto valor nutricional, cultural e ambiental, mas historicamente enfrentam entraves relacionados ao processamento, armazenamento, regularidade produtiva, precificação e acesso a mercados. Nesse
contexto, o projeto buscou articular saberes tradicionais e conhecimentos técnico-científicos, contribuindo para a valorização da produção local e o fortalecimento da autonomia comunitária.
O Instituto Pantanal Sul (IPS) atuou como instituição executora e articuladora territorial, desempenhando papel central no assessoramento técnico contínuo, na mediação institucional e no
acompanhamento direto das comunidades. Sua atuação incluiu a realização de visitas técnicas presenciais e virtuais, capacitações temáticas, apoio à organização produtiva, orientação sobre boas
práticas de coleta, higienização, processamento e armazenamento, além de assessoria em viabilidade econômica, precificação, embalagens e comercialização.

Mesmo diante das restrições impostas pela pandemia de Covid-19, o projeto manteve sua execução por meio de estratégias adaptadas, com rigorosos cuidados sanitários, uso de ferramentas digitais e encontros realizados fora dos territórios quando necessário, garantindo a proteção das comunidades envolvidas. Ao longo dos cinco meses de execução, foram realizadas dezenas de visitas técnicas e capacitações, com foco em temas como processamento de farinhas e castanhas, produção de óleos, polpas, alimentos desidratados, fitoterápicos tradicionais, implantação e manutenção de sistemas agroflorestais, proteção de nascentes e áreas de preservação permanente (APPs).

Um dos marcos do projeto foi a Feira de Encerramento, realizada em novembro de 2020 no Recanto das Ervas, em Campo Grande/MS, que possibilitou o contato direto entre produtores indígenas e consumidores finais, além da articulação com chefs de cozinha, pesquisadores, instituições parceiras e potenciais compradores, representando não apenas a conclusão do projeto, mas também a abertura de novas perspectivas de mercado e redes de cooperação para a sociobiodiversidade.

Os resultados alcançados evidenciaram avanços significativos no empoderamento produtivo das comunidades, no aumento do consumo local de alimentos tradicionais, na diversificação da
produção, no fortalecimento da gestão comunitária e na ampliação do reconhecimento do extrativismo sustentável como estratégia de geração de renda aliada à conservação ambiental. O
projeto também reafirmou a importância da atuação de organizações com trajetória prévia nos territórios, como o IPS, para viabilizar ações efetivas em curto prazo e com base em relações de
confiança já estabelecidas.

Fotos:
https://drive.google.com/drive/folders/1ERLcC8wzldZ-lq3x-0NhqthsSSYnETuj?usp=sharing

Comprovação/Contrato assinado:
https://drive.google.com/file/d/1hNYiWd9QHurUaetVETRAX95GvuKN10_d/view?usp=sharing

Relatórios:

https://drive.google.com/drive/folders/1TaLRABDk1CbgTskmF9-JuMeSAY1wG1B7?usp=sharing

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